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Oi gente!
Hoje trago uma notícia deliciosa para vocês.
Hoje trago uma notícia deliciosa para vocês.
Adivinhem quem chegou ao Wattpad?
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| Duologia PELE e ALMA. Capas oficiais |
Isso mesmo! OMG! PELE e ALMA no Wattpad! \o/
A duologia estará disponível para degustação e funcionará da seguinte forma:
~~~~~ P E L E ~~~~~
Há capítulos postados desde a época da publicação da primeira edição. São capítulos originalmente postados no wattpad, muito antes da história ser publicada oficialmente como livro. Vocês podem conferir através deste link www.wattpad.com/story/10099797-pele-vol-i
~~~~~ A L M A ~~~~~
Os capítulos começaram a ser postados nesta semana e seguirão até o lançamento, desta forma, vocês não ficarão "carentes" da história ou ansiosos demais pela continuação, já que ela estará disponível para vocês tanto em e-book, quanto na forma impressa. Acessem www.wattpad.com/story/46277688-alma-vol-ii
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| A duologia PELE e ALMA será lançada em setembro |
Vale ressaltar que, para quem não estiver na Bienal do Rio de Janeiro, haverá pré-venda dos impressos. Em breve.
Alguém aí ansioso para setembro? \o/ \o/ \o/
Enquanto ele não chega, que tal se divertir com estas degustações deliciosas?
PELE. Deus perdoa. O Senhor Logan não.
ALMA. Eu não quero perdão. Desejo ser castigada.
Disponível no Wattpad.
Divirtam-se!
BjÔ no coração.
Bya Campista.
Olá Lindas e Dimitris!
É com muito carinho e emoção que comunico a vocês que Pele. Deus perdoa. O Senhor Logan não, será lançado no formato impresso!
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| Capa oficial de Pele. Deus perdoa. O Senhor Logan não. |
Estou muito feliz e quero agradecer a cada um de vocês, que são fundamentais nesta minha jornada.
Pele será lançado no formato impresso na Bienal do Livro de São Paulo deste ano e eu estarei lá no dia 30 de Agosto (sábado) no stand da Editora Tribo das Letras, às 18h.
Será maravilhoso recebê-los lá para batermos um papo, tirarmos fotos e muitos, muitos abraços!
Estarei presente também no stand da Amazon! Datas e horários a serem confirmados.
E quem não puder ir à Bienal, ficará sem Pele? É claro que não! Você poderá recebê-lo na sua casa! Fiquem de olho aqui no blog, assim que eu tiver mais detalhes, avisarei a todos!
Peço a todos que respondam a enquete aqui no blog dizendo onde preferem adquirir o seu livro.
E quem não puder ir à Bienal, ficará sem Pele? É claro que não! Você poderá recebê-lo na sua casa! Fiquem de olho aqui no blog, assim que eu tiver mais detalhes, avisarei a todos!
Peço a todos que respondam a enquete aqui no blog dizendo onde preferem adquirir o seu livro.
Emoção me define! Teremos nosso Pele em nossas mãos para cheirarmos, beijarmos e amá-lo cada vez mais!
Quem quer sentir o cheirinho do Senhor Logan, levanta a mão! \o/
Olá Lindas e Dimitris!
Seguindo com os nossos deliciosos "Bônus de Pele", trago mais um que, na minha humilde opinião, é o melhor da série "Dimitri Logan"! Este bônus é interessante por que nos traz todas as angústias e sentimentos de Dimitri e nos mostra um pouquinho deste ser tão encantador - e engraçado.
Desejo que se divirtam bastante e se apaixonem cada vez mais. Prontos?
* O conteúdo deste artigo é adulto.
* O conteúdo deste artigo é adulto.
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BÔNUS TRÊS: POR DIMITRI LOGAN
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Eu estava no meu carro, sim, o meu carro e não qualquer um, então alguém poderia me explicar o por que aquela merda se fechava contra mim? O meu próprio carro... Raymond me olhava de rabo de olho pelo retrovisor, cenho franzido, semblante preocupado. O que é? Foda-se! Eu quero saber o que aqueles dois estão fazendo ali dentro!
Eu olhava meu relógio a cada segundo pensando no seguinte fato: se ela tinha apenas uma hora de almoço, por que estava demorando tanto? Que inferno! Será que não iria sair daquela droga de restaurante? Eu me perguntava passando a mão pelo meu cabelo. Nervoso, irritado e inquieto eram palavras que me definiam bem naquele momento.
Foda-se! Eu iria sair dali naquele minuto, entrar naquele restaurante e... Puta merda! Eles estavam saindo. Felizes demais... Que tanto esse merda a faz rir assim? Será que ele é namorado dela? E por que esse pensamento me deixou completamente desconfortável? Fiz uma anotação mental para analisar isso mais tarde.
Acompanhei os dois, felizes pela calçada até entrarem no edifício e eu juro que queria matar aquele babaca. Eles sumiram de minhas vistas e saber que aquele cara estava tão perto dela assim me deixou desconfortável. Mas, o que era aquilo? Ordenei a Raymond que me levasse de volta ao meu escritório sem olhar para ele. Provavelmente ele deveria estar pensando que eu havia sido infectado por um vírus e minhas faculdades mentais haviam sido comprometidas. Ele teria razão?
Duas da tarde, as horas não passavam e eu tinha certeza de que havia um complô intergaláctico contra mim. Eu não conseguia me concentrar em nada do que deveria, a única coisa que minha mente registrava eram aqueles doces olhos amendoados e arregalados em minha direção e aquele sorriso... Cristo! Como alguém poderia ter um sorriso daqueles? Era um inferno! Eu via os doces olhos da senhorita Parlson, em seguida seu lindo sorriso, que me levava a sua diabólica pinta acima de seus lábios, que me levava a sua língua... Pronto! A revolução estava feita dentro das minhas calças. Como alguém poderia trabalhar desta forma?
Três das tarde, perdi a conta de quantas xícaras de café tomei, aliás, péssima escolha. Cada uma delas me levava àquela diabólica língua e eu a imaginava no meu pau. Puta merda! Eu não sou normal... Eu precisava ver aquela mulher de novo ou enlouqueceria. Será que aquele babaca era namorado dela? Sim, eu deveria estar trabalhando, mas não conseguia me concentrar em outra coisa. Eu precisava falar com ela. Aquilo era loucura, eu só tinha visto aquela linda garota uma vez, uma! E foi o suficiente para ela ser minha perdição.
Quatro da tarde, eu estava na merda. Todos os meus compromissos do dia haviam sido cancelados por minha própria determinação, mas o problema não era a falta do que fazer. Sempre havia algo para fazer no Império Logan e eu era um homem extremamente ocupado, ainda que estivesse dormindo. O problema era aquela mulher, a senhorita Linda Parlson que não saía da porra da minha cabeça! Será que eu realmente havia sido infectado por um vírus?
Cinco da tarde, dane-se! Eu iria lá! Eu precisava vê-la novamente. Ao comunicar Raymond sobre meu destino, sua expressão foi impagável, mas ele era discreto e fiel demais a mim para tecer qualquer comentário. Melhor assim. Fiquei um longo tempo dentro do carro estacionado em frente ao prédio onde ela trabalhava aguardando minha princesa sair.
Seis da tarde, em ponto. Onde ela estava? O fluxo era intenso na entrada do edifício, várias pessoas se dirigindo às suas casas ou seja lá para onde quer que fossem, e nada da minha princesa quando, de repente, senti aquela porrada em meu peito. E foi forte. Doeu. A senhorita Parlson surgiu saindo com aquele cabelo preso, sua serenidade e calmaria provocando um verdadeiro turbilhão dentro de mim. Senti algo ser esmagado em meu peito e, embora pudesse ser uma sensação apavorante, eu me sentia extremamente bem. Sacudi a cabeça, não estava entendendo nada daquilo... O que estava acontecendo comigo, afinal?
Ela estava indo à direção oposta a minha e eu realmente precisava fazer alguma coisa. Imediatamente abri a porta, voando em sua direção.
- Senhorita Parlson.
Meu Deus, eu a assustei! Minha princesa deu um pulo e um pequeno grito no meio da rua e eu me amaldiçoei por isso.
- Desculpe, não quis assustá-la.
Ela se virou em minha direção e disse meu nome, sim, o meu nome em sua língua. Cristo, eu precisava desesperadamente controlar o meu pau. Então, descaradamente, me perguntou o que eu estava fazendo ali.
- A rua é pública senhorita Parlson. – Mandei. O que mais poderia dizer? Vim aqui por que você não saiu da porra da minha cabeça o dia inteiro? – Além do mais estou saindo de minha reunião, lembra? – Fui obrigado a mentir e pareceu funcionar.
- Como foi o seu dia? E o seu compromisso na hora do seu almoço? Se divertiu? – Sim, eu era a ironia em pessoa. Foda-se! Eu precisava saber.
Ela deu de ombros e perguntou se minha reunião havia sido produtiva. Cristo, como aquela garota era encantadora. Eu sorri passando a língua em meus lábios e segurando-a entre os dentes, era algo que não conseguia evitar. Perguntei se ela estava indo para casa e ela aquiesceu. Eu estava nervoso, não queria que ela fosse embora, mas, estávamos ficando sem assunto e eu sempre tinha assunto... Eu parecia um adolescente idiota! Mas o que afinal estava acontecendo comigo? Essa era a pergunta de um milhão de dólares.
Pus minhas mãos no bolso e perguntei, virando meu pescoço de lado. Sim, eu estava sendo irônico mais uma vez. - O que acha de tomarmos um café? Ou você também tem um compromisso agora?
Para minha total felicidade, a senhorita Parlson não teria compromisso, mas antes que eu pudesse relaxar fui informado de que, devido a um suposto problema de estômago, estava tentando diminuir o café. Como é? Ela estava me dispensando de novo? Como alguém conseguia ir ao céu e ao inferno em questão de apenas um segundo? Bufei. Aquilo não estava acontecendo... Restaurante mexicano com aquele babaca filho da puta e dor de estômago pra mim? Nem fodendo! Pensei.
– Um suco, vitamina, água, qualquer coisa Linda, podemos tomar qualquer coisa! – Eu estava nervoso e gesticulava, enquanto passava as mãos pelo meu cabelo. Aquela mulher escorria pelos meus dedos e isso era desesperador.
Ela me olhou por alguns instantes com aqueles lindos e profundos olhos amendoados antes de aceitar meu convite e eu exalei com força, nem sabia que estava segurando a respiração. Isso só podia ser castigo... Quando o assunto era mulher, eu sempre podia escolher entre um leque de opções a minha disposição sem precisar fazer o menor esforço para escolher minha submissa. Foi assim com todas, tudo fácil demais, mas aquela garota estava me dando uma surra ali. Surra... Eu juro que queria colocá-la no banco de castigo e lhe dar uma daquelas.
Há tempos não tinha uma submissa, quer dizer, há pouco mais de um mês conduzi Roberta – de novo - ao jogo, aliás, se arrependimento matasse... Será que era isso? Será que eu estava enferrujado? Ou aquela mulher estava mesmo me colocando no chinelo, como dizem por aí?
Perguntei se ela tinha alguma sugestão. Ela deu de ombros mais uma vez e sugeri o local onde tudo começou. Sim, eu sei, romântico demais para mim, mas o que eu poderia fazer? Já tinha dito. Foda-se! Eu precisava pensar rápido antes que ela encontrasse outra forma de escapar de mim e, além do mais, ela concordou.
Estávamos parados esperando para atravessar e não consegui evitar olhar aquela mulher ao meu lado. Parecia que havia um ímã que me puxava em sua direção. Conforme seu nome, a senhorita Parlson era realmente linda, seu perfil era perfeito. Ela estava ficando vermelha, visivelmente sem jeito pela forma a qual eu a olhava. Era inevitável não olhar para ela.
O sinal abriu e eu segurei em sua cintura para conduzi-la e juro que uma descarga elétrica passou por ali, entrando por minhas mãos e reverberando por todo o meu corpo, me fazendo arrepiar até o fio de cabelo. É claro que parou no meu pau e eu tive que praticamente fazer uma meditação yogi para conseguir me concentrar. Cristo, eu precisava foder aquela mulher urgentemente.
Quando chegamos à cafeteria, a senhorita Parlson se dirigiu ao toalete enquanto fiquei ali com os meus demônios. Será que ela estava mesmo com algum problema de estômago ou queria mesmo me dispensar, mas era gentil demais para isso? Sim, ela era um anjo, doce, linda, quem não desejaria aquela mulher? Esse pensamento me fez lembrar do babaca filho da puta que esteve com ela naquela tarde. Será que era seu namorado? Remexi-me desconfortavelmente na cadeira.
Olhei minha mão lembrando-me da sensação ao tocar seu corpo e ela estava vestida, meu Deus. O aconteceria se aquela mulher estivesse nua em meus braços, eu a apertando e fodendo com força... Pare Logan! Levei minha mão ao rosto, fechando meus olhos. Eu precisava me concentrar, mas o cheiro dela estava em mim. Como isso era possível? Será que eu realmente havia sido infectado por um vírus?
No momento que seu cheiro me invadiu, a imagem de seus cabelos presos me veio à mente, foi inevitável e eu desejei soltá-los imediatamente com força. Porra, isso não estava indo bem, meu pau estava tão desesperado dentro de mim que chegou a doer. Eu só imaginava o que teria por baixo daquela roupa toda que ela usava e a imagem me fez passar a língua nos lábios com prazer. E certo desespero.
A senhorita Parlson voltou do toalete e perguntei o que gostaria de beber. Ela deu uma rápida olhada no cardápio e sem rodeios, decidiu por um suco de Cranberry. Ótimo, gosto de mulheres decididas. Pedi dois sucos de Cranberry ao garçom.
– Opto por sua escolha,
senhorita Parlson.
– Espero que não se arrependa. – Respondeu-me com um sorriso encantador. Por que tudo naquela mulher tinha que ser perfeito?
- Tenho certeza de que não. – Respondi olhando-a profundamente. Na verdade eu queria desesperadamente entrar naquela mulher. - Conte-me, você disse que trabalha num escritório de advocacia, não é? – Eu precisava me acalmar.
- Thompson Lawers. E você? - Quis saber. Essa mulher realmente não fazia a menor ideia de quem eu era. Dei de ombros.
- Tenho minha própria empresa senhorita Parlson.
- Ah...
O garçom trouxe nossos sucos e enquanto bebíamos, eu pensava no por que estava agindo de forma diferente com ela. Por que a havia convidado para tomar um suco ou qualquer outra coisa que fosse para ter aquela conversinha baunilha? Isso não fazia nenhuma merda de sentido para mim! De certo já teríamos discutido os termos do jogo e ela estaria embaixo de mim amarrada, vendada, amordaçada e eu a estaria fodendo loucamente e não ali, na porra de uma cafeteria tomando uma porra de um suco de Cranberry. Estava mais do que na hora de Dimitri Logan acertar as coisas.
- Linda você tem namorado? – Mandei direto e reto. Ok, talvez tenha sido bem sutil para Dimitri Logan, mas, ainda assim, achei que a menina fosse ter uma síncope. Ela tossiu, quase se engasgando com o próprio suco e eu precisei me controlar para não oferecer ajuda. Controle Logan, mantenha o controle. Eu a olhava fixamente aguardando minha resposta.
Ela gaguejou e, cambaleante, completamente vermelha enquanto limpava sua linda boca com um guardanapo, me respondeu que não e sorri internamente. O babaca filho da puta estava fora do páreo, embora eu soubesse piamente que a rondava como mosca de padaria, aquele merda. Então a senhorita Parlson me surpreendeu quando perguntou se eu tinha namorada. Cristo! Aquela garota realmente não me conhecia.
- Não sou fadado a relacionamentos senhorita Parlson.
Vi quando ela ficou completamente perdida, analisando minhas palavras. Sim, querida, não há nada a esperar de mim além do fato de que você será minha submissa e fará o que eu ordenar, pelo tempo que eu ordenar, desde que concorde com meus termos, é claro. Mas, romance? Não, definitivamente essa palavra não combinava comigo, pelo menos, até eu conhecer aquela mulher que mudaria completamente minha vida. Ou será que, na verdade, ela havia me trazido à vida?
- Marido? Noivo? Amante? Caso? Amizade colorida ou qualquer tipo de situação? – Continuei implacável enquanto bebia meu suco calmamente. Eu precisava ter certeza de que realmente não havia ninguém atrapalhando o meu caminho. Sim, sou possessivo e não gosto de dividir o que é meu com quem quer que seja.
– Já disse que não.
- Você me disse que não tem namorado. – Bradei.
Ela me olhou cética enquanto eu mantinha minha calma, mordendo meu indicador e olhando-a fixamente. O que eu desejava mesmo era morder aquela boca! - Linda, preciso saber se você está dormindo com alguém.
Inacreditavelmente a senhorita Parlson corou. - E por que você precisa saber isso? - Perguntou-me.
- Por que é exatamente o que estou louco para fazer desde o primeiro minuto em que pus meus olhos em você nesta maldita cafeteria – Eu a olhava profundamente. - Eu quero foder você Linda, então preciso saber se já tem alguém fazendo ou querendo fazer o que eu desejo.
Se antes eu achei que a senhorita Parlson fosse ter uma síncope, agora eu tinha certeza, tamanho o seu choque. Seus olhos estavam arregalados, sua boca entreaberta e ela respirava com certa dificuldade. Será que eu tinha ido longe demais? Mas, era desta forma que tinha que ser... Ou não?
Completamente desconfortável, gaguejando e tentando falar com o fio de voz que tinha, a senhorita Parlson me informou que não estava dormindo com ninguém. Senti-me vitorioso, mas também um completo idiota. Eu havia invadido sua privacidade de forma brusca e totalmente displicente. Eu poderia ter sido mais cauteloso, menos arrogante, talvez, mas eu não sabia ser de outra forma. A verdade era que nada daquilo fazia parte da minha vida. Estar numa cafeteria tentando desesperadamente conquistar uma mulher era uma situação a qual Dimitri Logan nunca passaria.
Eu achava que meu mundo estava em ordem, tudo voltando aos eixos quando, mais uma vez, a senhorita Parlson me deu uma rasteira, sacudindo tudo dentro de mim, me desequilibrando completa e emocionalmente. Com a maior calma do mundo, pôs seu suco em cima da mesa e me olhando com aqueles intensos olhos escuros, me disse.
- Desculpe, mas isso não será possível Dimitri. Com licença.
E saiu. O quê? Aquilo não estava acontecendo. Ela havia ido embora, escorrido pelos meus dedos mais uma vez. Levantei-me correndo atrás dela igual um cachorrinho, era a segunda vez que eu fazia isso e essa constatação me deixou em pânico.
Essa mulher tinha voado da cafeteria porque eu não a via mais. Outro pânico. E se eu não a alcançasse? Nesse momento, o maldito garçom veio atrás de mim e percebi que se referia à conta. Totalmente irritado, abri minha carteira e puxei a primeira nota que apareceu, tentando cair fora dali o mais rápido possível. Eram míseros cem dólares e o pobre homem tentou argumentar.
- Fique com o maldito troco. – Rosnei, eu precisava sair dali o quanto antes se quisesse encontrar minha princesa.
Saí da cafeteria como uma flecha e a encontrei na rua. Imediatamente segurei seu braço. - Linda... – Tentei me aproximar, mas ela se afastou de mim. – Não faça isso, eu sei que você quer a mesma coisa.
– Você é muito convencido, sabia?
Meu Deus, não era isso que eu queria dizer e juro que fiquei completamente envergonhado. - Não é isso. Só sou bom em avaliar as pessoas. Eu conheço as pessoas Linda, conheço os sinais e os sinais que seu corpo me manda... – Deixei as palavras soltas no ar, enquanto me aproximava mais dela e ela se afastava de mim. Não se afaste de mim... Eu pensava. – Eu sinto essa energia entre nós Linda e eu sei que você sente também. Ela é quase palpável. – Aquilo estava ali, não era possível que ela não sentisse também.
- Dimitri... Eu...
Linda estava fugindo de mim, se afastando à medida que eu me aproximava dela, mas, ao mesmo tempo, eu sabia que ela me queria. Eu não estava sendo convencido ali, isso era um fato. A verdade é que eu estava desesperado, sou obrigado a confessar. Eu sabia que Linda se sentia atraída por mim tanto quanto eu me sentia por ela, era inevitável, nossos corpos se comunicavam, tinham uma linguagem própria. O problema é que eu tinha certeza de que ela não fazia ideia de como eu a queria. Não era em uma relação convencional o que eu estava interessado naquele momento.
Consegui deixá-la literalmente contra a parede quando pus minhas mãos ao lado de seu corpo. - Eu o quê?
- Eu... Eu não sei se quero isso... - Respondeu fechando os seus olhos com força sacudindo a cabeça enquanto eu recuava um passo atrás, passando as mãos nervosamente pelo meu cabelo.
- Não sabe? – Como isso era possível? Se ela não sabia então eu iria mostrá-la.
Segurei sua nuca com força e a puxei com vontade em minha direção, grudando sua boca na minha e aquilo foi minha perdição. Cristo, era como se meu lugar fosse ali. Sua boca se abriu e minha língua a invadiu com fúria, ela era quente como o inferno e eu me sentia no paraíso. Mais uma vez sensações opostas... Quando se tratava daquela mulher, tudo era um paradoxo.
Eu acariciava seu corpo, reivindicando cada parte dele a mim. Sua língua acompanhava a minha, sim, aquela língua que acariciou aquela xícara de café estava agora dentro da minha boca, explorando cada canto dela. Aquilo me acendeu. Como é que pode um beijo combinar tanto com o meu? O encaixe era perfeito e ao pensar nisso, meu pau doeu. Ele já estava em ponto de bala e tenho certeza de que ela o sentia em sua barriga.
Nada mais importava ali, eu só a queria grudada em meu corpo e a apertava com tanta força... Minha língua a invadia desesperadamente, penetrando em todos os lugares de sua boca, passeando por todos os espaços, explorando-a. Ela era minha desde aquele momento, embora eu ainda não soubesse disso. Eu a engolia, queria arrancar sua roupa e estar dentro dela e foda-se que estávamos em plena Oitava Avenida! Eu não via nada disso, somente ela, somente Linda e não havia nada no mundo que me preenchesse mais do que ela. Eu ardia por aquela mulher.
Contra minha vontade, a soltei, mas seus olhos ainda estavam fechados e eu a olhava profundamente. Não sou capaz de dizer o que estava sentindo ali, meu corpo e minha mente pareciam estar em ebulição. Eu reverenciava aquela mulher a minha frente, olhava sua boca, seu rosto, seu corpo. Eu sentia que ali era o meu lugar, mesmo aquilo não fazendo nenhum sentido para mim.
- Venha comigo. – Pedi lhe estendendo a mão quando ela finalmente abriu seus lindos olhos e ela aquiesceu, me oferecendo sua pequena e delicada mão.
Conduzi minha princesa a minha BMW e ordenei a Raymond que nos levasse para minha casa. Eu precisava manter meu controle, mas, a verdade era que eu estava em êxtase. O fato é que, pela primeira vez, eu realmente sentia algo dentro de mim. Aquilo me assustava, é claro, eu não sabia o que era, mas era uma sensação tão boa.
Olá Lindas e Dimitris!
Seguindo com os Bônus de Pele, deixo aqui para vocês o segundo: Por dentro de Dimitri Logan.
Esse é um bônus interessante por que entraremos um pouco no personagem, entendendo seus conflitos, dilemas e até suas ações e reações. Vale lembrar que quem não leu o livro Pele não deve ler esse bônus, pois contém spoiler. Além disso, é continuação do primeiro bônus postado.
Vale lembrar também que o conteúdo deste artigo é adulto.
Vale lembrar também que o conteúdo deste artigo é adulto.
Prontas? Convido a todas a virem Por dentro de Dimitri Logan.
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BÔNUS DOIS: POR DENTRO DE DIMITRI LOGAN
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Embora ela já tivesse ido embora há alguns minutos, eu ainda segurava o telefone em minha mão completamente perdido naquela estação. Pessoas tentavam seguir viagem, mas eu atrapalhava parado no meio da roleta, obstruindo o caminho. Precisava ir embora dali o mais rápido possível. Estava nervoso e aquele lugar parecia se fechar contra mim. Estranho... Nunca tive uma sensação claustrofóbica antes.
Subi as escadas correndo dois degraus de uma vez, eu precisava ir embora. Olhei meu iPhone e vi seu número.
Linda. Esse era o seu nome que soou como música em minha mente. Era impressionante, mas, nenhuma sinfonia de Beethoven ou Bach poderia ser mais profunda para mim do que aquele nome. Lembrei-me da forma como ela me olhou quando me ligou na estação. Nunca me senti tão nu em toda a minha vida, tão invadido. Era como se aquela mulher olhasse para além de mim, era como se pudesse alcançar minha alma, coisa que nem eu mesmo seria capaz de fazer.
Eu estava confuso, tenso, nervoso, aquilo tudo era muito novo para mim, eu nunca havia me sentido daquela forma e, embora fosse bom, era apavorante, delicioso e perverso, calmo e agitado... Eram sensações opostas, um paradoxo e eu não sabia como lidar com tudo aquilo.
Ao chegar à rua, finalmente, vi Raymond e minha BMW. O meu mundo estava de volta, aquilo que eu sabia exatamente como controlar. E o controle era essencial para mim, assim como o ar que você respira.
- Para onde senhor Logan?
- Para casa Raymond. - Entrei no meu carro e me recostei em meu banco. De volta ao meu mundo. Eu precisava do meu lugar, do meu porto seguro.
Entenda, minha casa era o meu mundo, o primeiro lugar em que me sentia protegido. O segundo era meu escritório. Em ambos os lugares, todos os espaços tinham o meu toque, o meu jeito. Cada peça, cada cor, cada metro quadrado, tudo era Dimitri Logan.
Venho de uma família de três filhos onde sou o estreante. Sempre fui o centro das atenções, já nasci assim. Modesto? Realista, eu diria. Sempre deixei minha marca, até quando não era intencional. Desde criança sempre conseguia tudo o que queria e isso nada tinha a ver com o fato de eu ser filho único na época e sim com duas coisas as quais aprendi desde cedo e que sempre estiveram comigo: controle e persuasão. Dimitri Logan sempre controlou o mundo e soube muito bem ser persuasivo. E irresistível também, é claro. Sempre fui assim, não sinta raiva de mim por esta declaração.
Meus maravilhosos irmãos nasceram e nem por isso deixei de ser o Rei da festa. Conforme eu disse, irresistível. Amo minha família incondicionalmente, sempre amei. Ela é a base de tudo e sempre será. Minha mãe é uma mulher forte e maravilhosa. Meu pai, meu velho amigo, faleceu há pouco mais de seis anos, eu tinha vinte e um e uma grande responsabilidade nas costas. Eu já fazia parte das indústrias Logan, mas não era o “Big Boss” e você não imagina como é dormir empregado e acordar patrão. Todos ali dependiam de mim e eu simplesmente tive de saber como lidar com tudo aquilo de uma vez, de uma hora para outra, ainda que estivesse sem chão. Em relação ao trabalho, tirei de letra. Conforme eu disse, controle e persuasão. O difícil foi e continua sendo a falta que meu velho me faz e isso nada tem a ver com o trabalho.
Bom, voltando ao meu dilema, a noite havia chegado e eu, Dimitri Logan, o todo poderoso, irresistível detentor do controle do universo, rei da persuasão tentava desesperadamente dormir e tirar da porra da minha cabeça aqueles olhos amendoados que invadiram minha alma sem pedir licença, varrendo tudo dentro de mim. Ali era o meu porto seguro, minha casa, mas de nada adiantava. Se fechasse os olhos ela vinha, se os abrisse, ela estava lá. Que inferno!
Levantei-me e fui à sala, para o meu sofá. Nada como uma boa música para acalmar os ânimos e ela sempre esteve presente em minha vida desde pequeno, mas não houve nenhuma sinfonia de Chopin, Beethoven, Mozart ou Bach que pudesse acalmar meu coração e minha alma naquele momento. Eu me sentia agitado, andava de um lado para o outro sem conseguir tirar aquela linda imagem de minha cabeça. Linda... Incrivelmente linda, como seu nome, como ela mesma.
As horas se passaram e em algum momento apaguei. Sonhos desconexos... Quarto de jogos e ela em meus braços, amarrada, amordaçada, suspensa... Línguas em xícaras, café... Champanhe, vinho... Acordei todo suado, de pau duro e completamente desnorteado. Mas o que era aquilo? Eu parecia um moleque de quinze anos!
Agora estava aqui em meu escritório, meu último porto seguro, então por que ainda me sentia tenso? Eram quase dez da manhã e eu ainda não havia feito nada. Por que ela não saía da porra da minha cabeça? Olhei meu celular mais uma vez e aquele bando de números me olhava inquisitivamente. Larguei-o em cima da mesa, fui à janela, passei as mãos pelo cabelo, fechei os olhos... Nada funcionava. Quer saber?
Primeiro toque e nada. Segundo, terceiro, quarto... Será que ela não iria atender? E então, finalmente!
- Linda Parlson.
Tremi na base, aquela voz quase me derrubou. Mas onde será que estava a porra do meu controle? - Senhorita Parlson bom dia! – Respondi de forma animada.
- Quem está falando, por favor?
Filha da puta! Respirei fundo. Mantenha a calma Dimitri. - Chegou bem ontem? - Perguntei e juro que eu queria colocá-la no banco de castigo e lhe dar uma boa surra. Como assim quem estava falando?
- Dimitri. – Respondeu finalmente. – Cheguei sim, obrigada. E você?
- Como sempre senhorita Parlson.
E então houve um silêncio incômodo até ela soltar.
- Hum, o que deseja Dimitri? Com certeza você não me ligou para saber se eu cheguei bem a minha casa.
Não pude deixar de me lembrar da forma a qual falou comigo na plataforma, aqueles olhos. Jamais esquecerei aquela cena agora você já sabe algo sobre mim. - Bem, seria mais uma coisa que eu saberia sobre você... – Respondi sem pensar e quando me dei conta do romantismo exagerado que, diga-se de passagem, não tinha porcaria nenhuma a ver comigo, lancei lhe um convite para almoçar. Sim, direto ao ponto. Eu teria uma reunião as duas e meia ali perto e o convite veio a calhar.
Fui informado de que só teria uma hora de almoço, o que, de início, seria suficiente para mim. Então algo inesperado, inédito e inacreditável aconteceu e o mundo poderia ter acabado ali. De certo, pensei que acabaria. Ela me disse que tinha um compromisso e sugeriu o dia seguinte. Como é? Sacudi a cabeça. Ela estava mesmo me dispensando? Que porra de compromisso poderia ter no meio do expediente? Amanhã? Eu não quero amanhã! Estou dizendo hoje! Hoje! Que porra era aquela?
- Amanhã... Verei o que posso fazer senhorita Parlson, tenha um bom dia.
Desliguei. O que eu poderia fazer? Precisava tirar meu time de campo, bater em retirada. Estava confuso, nunca tinha lidado com a rejeição antes, aquilo era inédito para mim. E totalmente incômodo.
- Como assim ela tem um compromisso? – Eu rosnava possesso, não podia acreditar naquilo. Perguntava se ela estava realmente me dispensando, mesmo tendo sugerido o dia seguinte, até porque ela não tinha de sugerir porra nenhuma, quem decidia aquela merda era eu. Conforme eu disse, era difícil lidar com a rejeição. Essa era uma palavra que não existia no dicionário Logan.
Eu andava de um lado para o outro em meu imponente escritório, estava subindo pelas paredes. Aquilo não estava acontecendo... Quem mexeu na porra do meu universo e mudou os planetas de lugar? Dei um soco em minha mesa, estava completamente descontrolado quando Carla, minha secretária entrou em minha sala. Eu gritei de uma forma que, tenho certeza, se ela fosse cardíaca eu responderia culposamente por um crime. O que eu poderia fazer? Quem mandou entrar ali naquele momento? Eu queria e precisava ficar sozinho! Será que era tão difícil entender isso? Ela balbuciou alguma coisa sobre a reunião das duas e meia e eu fiquei mais puto, sentindo a rejeição penetrar mais forte em minha alma ao me lembrar do tal compromisso.
- Cancele todos os meus compromissos de hoje Carla. – Respondi de forma ríspida, sem ao menos olhar para ela, que não moveu um músculo sequer. Qual era o problema dela? Será que também iria me desafiar?
- Você está tendo alguma dificuldade para entender minha ordem Carla? – Rosnei. Sim, o senhor Logan “O Magnata Carrasco” estava de volta. Carla prendeu a respiração, gaguejou e de alguma forma, girou nos calcanhares me deixando sozinho, finalmente. E eu fiquei ali, com o pensamento em Linda e a voz de sua rejeição ciclicamente em minha cabeça. Levantei-me e fui à janela olhar minha cidade. Estava linda, o dia ensolarado, alegre, e eu totalmente obscuro. Como ela poderia ter um compromisso no meio do expediente? Pensei passando as mãos nervosamente pelos cabelos, fechando meus olhos com força. O que estava acontecendo comigo?
Embora seu compromisso fosse ao meio dia, as onze em ponto eu já estava com minha BMW estacionada em frente ao prédio onde ela trabalhava, com Raymond me olhando inquisitivamente pelo retrovisor. Foda-se você também! Eu queria saber que porra de compromisso era aquele para ela me dispensar daquele jeito.
Entenda, eu não estava nem aí para o que ela iria fazer, nem onde, nem com quem, só queria saber o que poderia ser tão importante para ela me chutar daquela maneira. Bom, você acreditou na merda em que acabou de ler? Ótimo, porque nem eu sou capaz de acreditar também! Mas eu juro que repeti esse mantra em minha mente o tempo todo. Eu precisava me apegar a algo dessa forma, estava completamente perdido.
Sabe aquele momento em que você acha que toda a merda do universo aconteceu com você e nada mais pode ser pior? Então, notícia triste: pode. Prendi a respiração, arregalei meus olhos e abri minha boca em forma de O. Que porra era aquela?
Saindo do prédio, pude ver minha princesa – sim, ela já era minha princesa, embora eu ainda não soubesse disso – sair ao lado de um modelo loiro, babaca, filho da puta. Que porra era aquela? Quem era aquele cara? Ela disse alguma coisa e ele sorriu. Ei babaca! Está rindo de que? Vi quando colocaram seus óculos escuros e no momento em que eu estava curtindo a visão de minha princesa, aquele idiota laçou suas mãos em volta de sua cintura. Solte-a. Agora! Remexi-me desconfortavelmente em meu banco, enquanto sentia todos os meus músculos se enrijecerem. Tenho certeza de que Raymond me observava atônito. Foda-se de novo! Eu quero saber o que é aquela merda toda ali na frente.
Mais uma declaração dela e outro sorrisinho idiota daquele babaca. Essa merda não estava indo bem... Tão felizes... E a porra das mãos dele na cintura dela... Passei as mãos nervosa e desesperadamente pelo cabelo. Então era esse o compromisso que ela tinha... Eu não podia acreditar. Perdido, era isso. Eu estava perdido...
Olá Lindas e Dimitris!
Vocês que leram Pele e aguardam ansiosamente por Alma, que tal se divertirem com um pequeno Bônus?
Esse "Bônus Dimitri Logan" foi publicado no Wattpad quando a publicação dos capítulos de Pele foi suspensa e fez bastante sucesso.
Se você ainda não leu, pelo menos, os três primeiros capítulos de Pele - disponíveis aqui para degustação na aba "Pele" - não leia esse bônus, pois contém spoiler.
Ao todo foram publicados quatro bônus de Dimitri Logan e um do Colin. Há ainda um bônus da Linda que não foi publicado.
Como sabem, Pele é um livro escrito em terceira pessoa, ou seja, sou eu, a autora, que conta a estória. O interessante neste bônus é que ele é contado em primeira pessoa, ou seja, na visão do personagem, no caso, de Dimitri Logan.
Estão prontas? Então sejam bem-vindas ao mundo de Dimitri Logan. Divirtam-se e se apaixonem...
O conteúdo deste artigo é adulto.
O conteúdo deste artigo é adulto.
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BÔNUS UM: DIMITRI LOGAN
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Estava naquele elevador maldito passando a mão pelo meu cabelo oitocentas e cinquenta mil vezes. Eu odeio aquele japonês! Se ele não fosse tão estúpido, eu já estaria fora dali há tempos. Chato, arrogante e com cara de joelho o safado, não deve comer ninguém! E que fique registrado que ele é o único assim! Devo dizer que adoro os orientais, as orientais, na verdade, aliás, as orientais, as francesas, as brasileiras... Enfim...
A porta se abriu e andei o mais rápido que pude, daria tudo por um café. Passando pela recepção, não hesitei em perguntar e fui indicado a seguir em frente para beber o melhor café da região. Bom, eu não tinha a menor ideia se ele era bom ou não, mas estava perdido ali. O que estava acontecendo na mesa à frente? Que língua é essa? Eu não parava de pensar. A cada vez que ela passava aquela maldita língua na xícara meu pau dava sinais de vida. Controle-se Logan. Mas, juro, era impossível.
O garçom chegou com o tal café, mas eu nem queria mais saber dele, não o da xícara que ele trazia, pelo menos. E se eu passasse minha língua exatamente onde a dela passou e depois encostasse em seus lábios e... Pare! Pare agora Logan! Controle-se caralho! Ela estava indo embora e eu estava enlouquecendo ali. Meu pau doía e eu precisava pensar.
- Por favor, traga minha conta e a conta daquela senhorita também. – Disse ao garçom enquanto enfiava a mão em meu paletó. – E coloque esse cartão no lugar de sua nota. Obrigado.
Feito isso, fiquei de camarote assistindo ao espetáculo. Enquanto o garçom falava, seu rosto foi ficando vermelho. Meu Deus, ainda havia garotas que enrubesciam hoje em dia? Ela me olhou confusa, com aqueles olhos amendoados arregalados, indefesa e eu meneei a cabeça em sua direção, pensando no quão submissa ela estava me olhando daquela forma.
Depois disso, pasmem, ela não olhou mais para mim. Como isso seria possível? Todas as mulheres do universo olhavam para mim! O que ela deveria fazer era beber mais um gole de seu café e olhar mais uma vez em minha direção, mas, tudo o que ela fez foi mudar o fim da história, fechando sua bolsa depois de passar a porra daquela língua na xícara mais uma vez. Qual é o problema dessa garota? Precisa ficar com essa língua para lá e para cá? Eu me mexia desconfortavelmente na cadeira, aguardando o momento em que ela olharia para mim, quando o garçom chegou com minha conta.
- Mas o que é isso? – Bradei ao ver a carta vazia.
- A conta do senhor está paga. Cortesia da senhorita à frente.
Olhei em sua direção e ela simplesmente levantou sua xícara com um sorriso que me deixou em maus lençóis. Eu não sabia, mas tinha sido fisgado ali. Ou teria sido na parte da língua? Bom, não sei muito bem ainda, isso me confunde um pouco. Mas, é claro que isso não ficaria assim! Nunca em minha vida alguém havia pago qualquer coisa para mim, a não ser meus pais quando eu era criança. Sua atitude era absurda, é claro!
Imediatamente me levantei e caminhei até sua mesa. Ela estava de cabeça baixa fechando sua bolsa e, ao levantar, pareceu chocada em me ver ali, porém, não mais do que eu.
Se aquela língua já tinha fodido todos os meus miolos, agora eu estava literalmente na merda. Ela tinha uma pequena pinta acima de seus lábios e, é claro que diabolicamente, para me destruir de vez, ela passou aquela maldita língua nos lábios e eu juro que foi em câmera lenta. Que pinta é essa? Eu quero passar a língua nela... Pigarreei.
- Não havia necessidade. - Disse estendendo a conta em sua direção.
- Não fiz por necessidade. – Respondeu-me prontamente.
- Então por quê? Senhorita... – Eu não sabia como chamá-la. - Acho que estamos em desvantagem. Não sei o seu nome e você sabe o meu. Seria uma gentileza sua me dizer, não acha? – Disse dando minha piscadinha da morte, aquela que molha calcinhas ao redor.
- Linda. Linda Parlson. Desculpe, não tenho cartão.
Por que ela estava vermelha? Será que consegui o efeito desejado? - Então senhorita Parlson, não precisava ter se dado ao trabalho. – Eu a olhava intensamente, era algo que eu não conseguia evitar. Seus olhos, sua boca, eu não sei muito bem o que era. Ela estava nervosa? Seria possível isso? Respondeu que queria apenas retribuir minha gentileza e me chamou de senhor. Cristo! Se meu pau estava dormindo, que na realidade não estava, acordou imediatamente. E para meu total desespero, completou me chamando de senhor Logan. Cacete, se ela continuasse assim, iria dar merda.
- Dimitri, apenas Dimitri, afinal, não sou tão mais velho que a senhorita, não é? – Tentei responder o mais natural possível, procurando não pensar na revolução que acontecia dentro da minha calça e para meu total desespero, ela sorriu. De novo. Esse sorriso foi e sempre será minha perdição.
Não sei de onde tirei isso, mas perguntei a ela se iria sempre àquele lugar, aquela perguntinha clichê que os baunilhas fazem quando querem conhecer alguém. Que ridículo! E eu perguntei essa merda! Fiquei pasmo quando me disse que trabalhava no prédio em frente à cafeteria, aquele em que eu estivera minutos antes em reunião com aquele japonês filho da puta, cara de joelho que não come ninguém.
- Que interessante... Acabei de sair de uma reunião neste prédio. Coincidência, senhorita Parlson? – Perguntei pensando o que poderia ter acontecido se ela entrasse no elevador no momento em que eu estava descendo. Pronto! Mais uma vez, o meu pau maldito gritava dentro da minha calça. Será que ela trabalhava na empresa do japonês?
Perguntei onde trabalhava e ela me respondeu que num escritório de advocacia. Menos mal, não queria saber dela perto daquele japonês idiota. Mas, qual era o meu problema com essa porra desse japonês? Bom, ele estava empacando o meu negócio e eu queria mandar esse cara de joelho de volta para o Japão o mais rápido possível.
Então, de repente, ela se despediu e se levantou, me pegando completamente de surpresa. Corri atrás dela feito um cachorrinho, que tristeza. Quando chegamos à rua, perguntei como pretendia ir embora. Inacreditável, mas iria de metrô. Como uma menina como ela poderia ir embora sozinha de metrô numa cidade como Nova York? Aquele metrô louco, completamente estranho e ela sozinha? Não me pareceu nada seguro, então, ofereci uma carona, mas ela não aceitou. Como é? Ela não aceitou minha carona com a desculpa esfarrapada de que eu nem sabia para onde estaria indo.
- Não há um lugar no mundo aonde eu não possa ir senhorita Parlson. – Sim, era bom que ela soubesse disso. Dimitri Logan sempre consegue aquilo que quer e vai aonde quiser. Simples assim. Bom, nem sempre, descobri isso naquele dia. Inacreditavelmente, ela continuava recusando minha oferta dizendo que iria para casa como sempre, de metrô, tudo bem, blá blá blá para me dar o fora. Nem fodendo!
- Tudo bem? Pode ser perigoso! E já está escuro pra você ir andando por aí sozinha. – Respondi meio nervoso.
- Ah... E é mais seguro eu entrar no carro de um desconhecido senhor Logan? – Indagou de uma maneira que quase me fez perder os sentidos. A filha da mãe, além de tudo, era inteligente e me olhava de uma forma... Aqueles olhos...
- Bingo, senhorita Parlson. – Respondi antes que ela resolvesse colocar aquela maldita língua nos lábios novamente e ela sorriu. Seria possível ter virado dia naquele momento? Então me agradeceu pelo café e foi embora.
Eu a vi se afastar de mim quando um pensamento macabro veio à minha mente: que eu não a veria mais. Olhei seus cabelos escuros, lisos e longos, caídos nas costas formando grandes cachos nas pontas, balançando conforme ela se distanciava. E eu imaginando minhas mãos se enrolando naqueles cachos enquanto a colocava de joelhos no banco de castigo. Seu corpo esguio por dentro do vestido, suas pernas levemente torneadas, aguçando meus pensamentos mais ainda e ela estava indo embora e eu realmente precisava fazer alguma coisa.
- Espere! Não é nada seguro entrar no carro de um desconhecido, mas, também não é nada seguro caminhar sozinha a esta hora da noite. Sendo assim, acompanharei a senhorita até o metrô. – Disse enquanto me posicionava ao seu lado, eu precisava ganhar tempo e essa me pareceu uma boa ideia.
No momento em que me viu caminhar, Raymond, é claro, veio com a BMW atrás de mim. Ele não saía da minha cola, a menos que eu ordenasse e eu não precisava pedir para que ficasse ao meu lado, aliás, não precisava pedir nada a ele. Raymond me conhecia muito antes de eu nascer, como costumava dizer. Nada disso era novidade, o que era novo ali era o fato de eu estar explicando a ela quem era Raymond, ainda que fosse um mínimo detalhe. Resolvi mudar de assunto, perguntando onde ela morava e levei uma patada como nunca havia levado na minha vida, não me lembro muito bem o que ela disse, mas foi algo do tipo foda-se, você não tem nada a ver com isso! É claro que não foi desta forma, esse é o jeito Senhor Logan de ser, não o dela. Foi de uma forma sutil, mas ainda assim me atingiu. Essa merda não estava indo bem...
- Onde está a gentileza, senhorita Parlson?
Ela pareceu profundamente arrependida e se desculpou milhões de vezes, dizendo que estava cansada, que havia tido um dia cheio e aquilo me sensibilizou. Eu sabia muito bem o que era ter um dia cheio e agitado, a diferença é que eu gostava daquilo, diferente da maioria das pessoas. Ela tocou o meu braço e imediatamente senti uma descarga elétrica em meu corpo. O que era aquilo? Será que ela havia sentido também?
- Tudo bem, não há problema. – Respondi. – Sei como é ter um dia difícil. Antes mesmo de entrar naquele café eu tive uma reunião daquelas! E depois um grande espetáculo de degustação de café mais sexy que já vi na minha vida. Não pude deixar de pensar imaginando sua língua e a minha na pinta acima de seus lábios. Eu estava ficando meio tonto quando ela perguntou se meu trabalho era muito estressante. Estava na cara que, inacreditavelmente, ela não fazia a menor ideia de quem eu era. O que eu poderia dizer àquela mulher?
- Sou um homem de negócios. Controlo um império e gosto do que faço. Eu gosto de estar no controle, isso me excita. Se é estressante? Bom, há dias que não são os melhores, mas, de uma forma geral, meus dias são – Neste momento parei e lancei lhe meu olhar penetrante, aquele em que derreto tudo o que estiver pela frente e sim, isso foi muito proposital. - excitantes.
Vamos lá, hora de você se derreter, garota! Mas, é claro que eu não poderia deixá-la pensar. - E os seus? – Perguntei de cara e quando achava que ela sucumbiria aos meus encantos, eis que, mais uma vez, ela me mostra como é que se faz.
- O senhor quer saber se meus dias são estressantes ou excitantes?
Porra! Que pergunta foi essa? E ainda me chamou de senhor! Controle Dimitri. Controle. Olhei no fundo de seus olhos e disse com a voz mais sexy que eu poderia ter. - Quero saber se seus dias são... excitantes, senhorita Parlson. Seus dias e suas noites.
Ela corou! Inacreditável! Ela corou de novo e eu, bom, consegui meu objetivo, ela estava entrando no meu jogo. Sim, no final das contas, era tudo um jogo não era? Não, não era... Mas isso eu só iria descobrir mais tarde.
Ela pareceu um pouco constrangida quando disse que seus dias eram normais e eu deveria ter parado com a palhaçada ali, mas eu meu nome é Dimitri Logan e, bom, como alguns sabem, não sou Deus e não costumo perdoar certas coisas quando o meu desejo está em jogo. – E suas noites?
Joguei e o rosto dela parecia que iria pegar fogo. É claro que eu não ajudava em nada a olhando intensamente. Ela me pareceu um pouco perdida quando me respondeu que suas noites também eram normais.
- Normais... – Eu não pude evitar de repetir e ela ficou visivelmente constrangida, sacando seu bilhete do metrô, mas, antes que pudesse fazer menção de ir embora, é claro que eu a informei que a acompanharia até a plataforma e, como bom cavalheiro que sou – e um idiota também – cedi o lugar às damas.
Então ela desceu as escadas na minha frente e eu vi aquela bunda maravilhosa e a imagem das minhas mãos se instalando nela me deixou meio tonto e fez o volume em minhas calças aumentar. Cristo, eu precisava de controle!
- Foi um prazer, Dimitri. – Disse ao chegar à plataforma.
- Ainda não Linda. – É claro que não! Pude sentir quando ela ficou perdida, finalmente estava conseguindo o que queria, ela iria sucumbir, então, quando eu achava que estava tudo controlado, a terra fez seu movimento de rotação ao inverso e mandou tudo para o quinto dos infernos dentro de mim. Ela sorriu. E que sorriso! Lá estava ele sendo minha perdição mais uma vez. Era impressionante como tudo se iluminava quando ela sorria, como me fazia sentir bem, com aquela sensação de paz, de que a vida era bela e que tudo daria certo. Sorri de volta, não pude evitar. Era como um reflexo.
Ela abriu sua bolsa e tirou seu telefone de lá de dentro e imediatamente meu iPhone vibrou em meu paletó. Eu a olhava completamente vidrado, seus olhos amendoados e profundos me olhavam de uma forma... Meu Deus, como alguém poderia me olhar assim? O aparelho não parava de vibrar então resolvi pegá-lo.
- Logan. – Respondi sem conseguir tirar os olhos dela, estava completamente hipnotizado.
- Agora você já sabe algo sobre mim.
Respondeu olhando diretamente em meus olhos e eu me senti exposto, invadido, como nunca me senti em minha vida e não sabia que a sensação poderia ser tão boa, embora apavorante.







